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domingo, 14 de dezembro de 2008

Site Saneamento Básico

Lena, aqui está o site do nosso grupo Saneamento Básico!
Na nossa página conseguimos organizar melhor o trabalho.

http://projetosaneamentobsico.blogspot.com/


Abraços,

e boas férias!

Atividade 7 - Elaboração de uma maquete (versão com correções)

Introdução

Ao propor a elaboração de uma maquete, pretendemos desenvolver junto com os(as) alunos(as) habilidades motoras, a abstração, o senso de proporção, descobrindo planos e valores espaciais, além do(a) aluno(a) poder visualizar, e, de alguma forma, materializar todo o conhecimento apreendido durante as aulas e as outras atividades. Há, assim, a "concretização" do pensar, do perceber, utilizando, para isso, outras formas de construção do conhecimento, como a imaginação e fantasia, e explorando capacidades tanto criativas quanto de reprodução do que já se conhece, no caso, vilas, ruas, rios, etc. Ao se trabalhar com uma maquete, estabelece-se um diálogo com outras disciplinas, uma vez que os(as) alunos(as) têm contato com a construção tridimensional, favorecendo a assimilação de novos conceitos. Proporciona, ainda, a iniciativa individual em vivência grupal, podendo desenvolver o trabalho e cooperação grupal, uma vez que, por ser uma atividade lúdica, incitaria mais o envolvimento e participação de todos(as). Além disso, os(as) educando(as) podem aprender a valorizar os materiais simples, reciclando e reutilizando tais materiais, aparentemente sem utilidade imediata.


Objetivos específicos

As(os) alunas(os), divididas(os) em grupos, deverão criar maquetes a fim de reproduzir, ao longo do tempo, o planejamento urbano de Belo Horizonte, tendo como orientador as mudanças em rios, córregos, e a construção de ruas, avenidas, casas e prédios.


Conteúdos Específicos

História das cidades, História ambiental, História cultural.


Anos

6º e 7º (antigas 5ª e 6ª séries do Ensino Fundamental)


Tempo estimado

Duas aulas de 50 minutos


Desenvolvimento

A sala será dividida em grupos.

Uma discussão prévia com os(as) alunos(as) será feita para decidir quais serão os recortes temáticos de cada maquete. Isso dependerá de quantos(as) alunos(as) há na turma e definirá quantos grupos terão. A idéia inicial é que cada grupo faça a sua maquete, mas que elas tenham certa continuidade entre si, ou seja, cada maquete de cada grupo vai representar um momento específico do desenvolvimento urbano da cidade de Belo Horizonte, partindo do projeto quadriculado de Aarão Reis.


Possíveis divisões dos grupos e, conseqüentemente, assuntos de cada maquete:

  • O Curral del Rei imediatamente antes do projeto arquitetônico e urbanístico de Aarão Reis.
  • O projeto xadrez superposto em diagonais de Aarão Reis de BH (aqui, pode-se acrescentar uma maquete - dependendo do tamanho da turma - do projeto de Saturnino de Brito, em que a construção das ruas seguiria o traçado dos cursos d'água)
  • Uma maquete que mostre os problemas específicos sobre a falta de saneamento básico, como falta d'água, inundações, esgoto a céu aberto, etc.
  • Uma maquete que reproduza o desenvolvimento/construção da canalização de córregos no governo Giannetti, ou seja, uma maquete que reproduza as obras feitas (a idéia aqui é pensar a História como processo e não apenas como fatos iniciais e finais ou projeto e resultado).
  • Resultado das canalizações ao final do segundo governo de Oswaldo Pieruccetti, ou seja, a cidade/canalizações "prontas".
  • O atual projeto do governo do Estado, a chamada "Linha Verde", que pretende cobrir o ribeirão Arrudas, deixando-o apenas na memória. Em Contagem, a canalização do Arrudas está sendo financiada com verbas do PAC, do governo federal.

Atividade 8 - Avaliação Final

Objetivo

O objetivo desta avaliação final é desenvolver no aluno a capacidade de reflexão, a partir de uma análise comparada. Será pedida ao aluno a elaboração de uma análise comparada do problema da falta de saneamento no período estudado com o problema nos dias atuais, na cidade de Belo Horizonte e no Brasil. Ele deverá levantar hipóteses acerca das origens do problema e de suas conseqüências, tanto no período abordado em sala de aula, quanto nos dias atuais. É preciso que eles tenham em mente a idéia de discurso político e técnico, que deverá ser desenvolvido em atividades anteriores. Serão avaliadas a escrita, a argumentação e a organização do texto de cada aluno.


Desenvolvimento

Ao final da execução de todas as atividades propostas, incluindo aulas expositivas sobre o assunto, os alunos deverão pesquisar, em revistas, jornais e internet, sobre a falta de saneamento básico na cidade de Belo Horizonte e no Brasil dos dias atuais. O aluno deverá trazer esse material (reportagens, artigos, fotografias, entrevistas) para a sala de aula, apresentá-lo para outros alunos e, posteriormente, será feita uma discussão em grupo sobre o tema abordado. Após a discussão, será pedido ao aluno que faça uma redação que contenha uma análise comparativa acerca da falta de saneamento básico no período estudado e nos dias atuais. É necessário que ele levante hipóteses acerca das prováveis causas do problema e das conseqüências acarretadas pela falta de saneamento. A redação será feita individualmente, em casa, e deverá ter, no mínimo, uma página. O valor da avaliação final fica a critério do professor.

Atividade 5 - Reportagem

Reportagem

Revista Manuelzão

UFMG Saúde, Ambiente e Cidadania na Bacia do Rio das Velhas

49

Ano II

Dezembro de 2008

Artigo

“Joga fora no Rio?”

Resíduos gerados nas Estações de Tratamento de Água são descartados de forma inadequada.

Por Carol Abreu, Jéssica Soares e Victor Vieira (estudantes de Comunicação Social da UFMG).

A reportagem se refere à questão do tratamento de água em Belo Horizonte e fala de como esse processo se reflete na cidade. Trata também da questão do crescimento da cidade e do impacto do desenvolvimento urbano ao longo dos anos, nos rios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, rios estes que vêm sendo canalizados desde a fundação da cidade e desaparecem do cotidiano dos moradores da capital. Na região central de Belo Horizonte, as várzeas e os fundos de vales deram lugar a edificações e já é quase impossível avistar algum curso de água, pois foram cobertos por largas avenidas, como a Prudente de Morais, a Silviano Brandão e a Antônio Carlos. Buscando analisar esse processo, o artigo propõe-se a uma avaliação desse fenômeno urbano, de suas conseqüências para a natureza e para a população da cidade de Belo Horizonte.


Duração

Duas aulas, de 50 minutos cada.


Elaborar uma aula voltada para a reportagem

Levar ao conhecimento do aluno a reportagem e distribuir o texto para a leitura em casa.


Objetivo

Ao trabalharmos com reportagens em sala de aula, procuramos, junto com os alunos, interpretá-las como um registro da história no seu dia-a-dia. Artigos, reportagens e documentários são fontes de informação primária, que espelham muitos valores e se tornam, assim, um instrumento para que o aluno possa se situar e se inserir na vida social. Essa abordagem do material tem por objetivo contribuir para a formação de cidadãos conscientes. Se a leitura for bem conduzida, irá preparar leitores conscientes e críticos, aumentar sua bagagem cultural e desenvolver sua capacidade intelectual; fazer a mediação entre os conhecimentos teóricos dos programas escolares e a realidade; ajudar a relacionar os conhecimentos prévios dos alunos e sua experiência pessoal de vida com as notícias. Ao trabalhar com uma fonte de informação, deve-se preocupar com a forma de tratamento da informação dentro de sala de aula. A questão é verificar que tipo de linguagem o texto expõe e, com isso, se preocupar em fazer uma abordagem do documento de forma esclarecedora e objetiva. Tal proposta tem como objetivo ensinar o aluno a se situar no caos do excesso de informação, tanto no que diz respeito a fatos históricos importantes, como aos fatos ligados ao cotidiano; ensiná-lo a selecionar os fatos, organizá-los, analisá-los e criticá-los. Nesse sentido, como efeito mais geral do trabalho com a reportagem em sala de aula, esperamos que os alunos desenvolvam operações e processos mentais que concorrem para a construção da inteligência, tais como identificar, isolar/relacionar, combinar, comparar, selecionar, classificar e ordenar; induzir e deduzir; levantar hipóteses e verificá-las; ordenar idéias, comparar e comprovar; ligar um fato ao outro, estabelecer relações de causa e efeito; argumentar e contra-argumentar; desenvolver a leitura e a escrita; aprender a transferir a os fatos gerais lidos na reportagem para sua vida cotidiana.


Desenvolvimento

Em sala de aula, proponha uma discussão em grupo, em que os alunos deverão comentar a leitura que fizeram do texto e das imagens que o compõem. Após a discussão, os alunos deverão ser distribuídos em pequenos grupos, com o intuito de analisar, comparar e identificar os problemas encontrados, levantando propostas, sugestões e críticas. Sugira questões para serem trabalhadas entre os grupos, que deverão elaborar propostas de melhorias no que se refere ao assunto abordado na reportagem. Após a discussão, cada grupo deverá apresentar suas propostas para a turma.

Atividade 1 - Filme

Título: SANEAMENTO BÁSICO, O FILME

Ano de produção: 2007

Classificação: 12 anos

Direção e roteiro: Jorge Furtado

Produção: Nora Goulart e Luciana Tomasi

Duração aproximada: 112 minutos

Gênero: Comédia

Elenco principal: Fernanda Torres, Wagner Moura, Camila Pitanga, Bruno Garcia, Lázaro Ramos, Janaína Kremer, Tonico Pereira e Paulo José.

Filme apresentado por: Casa de cinema Porto Alegre, Globo Filmes e Columbia Pictures.


Sinopse

O filme mostra a história da comunidade Linha de Cristal, uma pequena vila de descendentes de colonos italianos na Serra Gaúcha, que se reúne para tomar providências sobre a construção de uma fossa para o tratamento do esgoto. Uma comissão é organizada para pleitear a obra junto à subprefeitura. Após ouvir a reivindicação, a secretária da prefeitura reconhece a legitimidade da solicitação, porém, informa que não dispõe de verba para obras de saneamento básico, até o fim do ano. No entanto, a prefeitura tem à mão quase dez mil reais para a produção de um vídeo. A verba veio do governo federal e, se não for gasta, será devolvida. A comunidade então decide fazer um filme de ficção sobre a obra. O filme rodado é sobre um monstro que, por causa da poluição do rio, sofre mutações genéticas e aterroriza moradores da comunidade.


Em uma primeira discussão, descartamos a possibilidade de utilizar Saneamento básico, o filme em nosso projeto, por julgarmos na ocasião que o tratamento de esgoto foi abordado no roteiro apenas como pano de fundo da problemática principal, que seria a possibilidade de fazer cinema no Brasil utilizando poucos recursos, entre outras limitações. Entretanto, assistir ao filme novamente permitiu que desfizéssemos nossa primeira impressão e constatamos que uma abordagem bem conduzida do filme pelo docente poderia ser bastante proveitosa.


Objetivo

A atividade pretende reforçar os objetivos do projeto: desenvolvimento do senso crítico e da capacidade de discernir o discurso político do discurso técnico, reconhecer diversas mídias como possibilidades de fontes historiográficas - distanciando-as da mera ilustração -, bem como despertar uma reflexão comparativa entre as dificuldades enfrentadas no período abordado mais profundamente no projeto (a saber, 1969, 70 e 71) na cidade de Belo Horizonte e a permanência de tais dificuldades no atual contexto, não apenas na capital mineira, mas também em outras cidades.


Tempo estimado

Duas aulas de cinqüenta minutos


Proposta de atividade

Se possível, recomendaríamos exibir o filme fora do horário de aula (porém na escola, sob nossa coordenação), para evitar que ele fosse interrompido (uma vez que seriam necessárias três aulas para passar o filme). Depois de ver o filme, nossos alunos desenvolverão dois exercícios, de cinqüenta minutos cada.


Primeira aula (50 minutos)

Realizaremos uma discussão em grupo, para a qual o docente preparará um roteiro que orientará o aluno sobre os aspectos do filme que se pretende ressaltar (já esclarecidos no objetivo acima). No decorrer dessa primeira atividade, compete ao professor observar se os alunos apreenderam suficientemente o que se propôs. Quando julgar oportuno, o mestre proporá a atividade da segunda aula, que consiste na divisão dos alunos em grupos, que, na segunda aula, apresentarão uma pequena peça teatral desenvolvendo um dos aspectos discutidos na primeira aula.


Segunda aula (50 minutos)

Para essa aula, os alunos prepararão, em horário extraclasse, a montagem de uma peça teatral com cerca de 10 minutos para cada grupo, evidenciando sua capacidade de absorção do conteúdo e a criatividade com que transformam esse conteúdo em outra linguagem.

A avaliação desta e de outras atividades fica a critério do professor.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Atividade 6: Elaboração de uma Maquete

Introdução
Trabalhar com a elaboração de uma maquete parte da idéia de desenvolver junto com os(as) alunos(as) habilidades motoras, a abstração, o senso de proporção, descobrindo planos e valores espaciais, além d@ alun@ poder visualizar, e, de alguma forma, materializar todo o conhecimento apreendido durante as aulas e as outras atividades. Há assim, a "concretização" do pensar, do perceber, utilizando para isso, outras formas de construção do conhecimento, como a imaginação e fantasia, explorando capacidades tanto criativas quanto de reprodução do que já se conhece, no caso, vilas, ruas, rios, etc... Com trabalho com a maquete estabelece-se o diálogo com outras disciplinas, uma vez que @s alun@s têm contato com a construção tridimensional, favorecendo a assimilação de novos conceitos. Proporciona, ainda, a iniciativa individual em vivência grupal, podendo desenvolver o trabalho e cooperação grupal, uma vez que, por ser uma atividade lúdica, incitaria mais o envolvimento e participação de tod@s. Além disso, os(as) educando(as) podem aprender a valorizar os materiais simples, reciclando e reutilizando tais materiais, aparentemente sem utilidade imediata.
Objetivos específicos
As(os) alunas(os), divididas(os) em grupos, deverão pruduzir maquetes afim de reproduzir, ao longo do tempo, o planejamento urbano de Belo Horizonte, tendo como orientador as mudanças em rios, córregos, e a construção de ruas, avenidas, casas e prédios.
Conteúdos Específicos
História das cidades, História ambiental, História cultural.
Anos
6º e 7º (antigas 5ª e 6ª séries do Ensino Fundamental)
Tempo estimado
Duas aulas de 50 minutos
Desenvolvimento
A sala será dividida em grupos.
Uma discussão prévia com @s Alun@s será feita para decidir quais serão os recortes temáticos de cada maquete. Isso dependerá de quant@s alun@s há na turma e definirá quantos grupos terão. A idéia inicial é que cada grupo faça a sua maquete, mas que elas tenham certa continuidade entre si, ou seja, cada maquete de cada grupo vai representar um momento específico do desenvolvimento urbano da cidade de Belo Horizonte, partindo do projeto quadriculado de Aarão Reis.
Possíveis divisões dos grupos e, consequentemente, assuntos de cada maquete:
  • A cidade imediatamente antes antes do projeto arquitetonico de Aarão Reis.
  • O Projeto xadrez superpostos em diagonais de Aarão Reis de BH (Aqui, pode-se colocar também uma maquete -dependendo do tamanho da turma- sobre o projeto de Satunini de Brito, onde a construção das ruas seguiriam o traçado dos cursos d'agua)
  • Uma maquete que mostre os problemas específicos sobre a falta de saneamento básico, como falta d'agua, inundações, esgoto a céu aberto, etc...
  • Uma maquete que reproduza o desenvolvimento/Constução da canalização de córregos no governo Giannetti, ou seja, uma maquete que reproduza as obras feitas (a idéia aqui é pensar a História como processo e não apenas como fatos iniciais e finais ou projeto e resultado).
  • Resultado final das canalizações de Giannetti, ou seja, a cidade/canalizações "prontas".
  • O atual projeto do governo do estado e prefeitura, a chamada "linha verde", que pretende cobrir o ribeirão Arrudas, deixando-o apenas na memória.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Atividade 2 - Aula com músicas


Introdução
Serão trabalhadas marchas de carnaval da década de 50 produzidas no Rio de Janeiro. Ambas tratam da falta de água e da grande dificuldade que isso representa para a população. Apesar de as músicas se referirem ao Rio de Janeiro, elas podem ser usadas para pensar a realidade de outras cidades, como Belo Horizonte, pois os problemas enfrentados eram semelhantes na época.

A primeira música é Lata D'água. Esse conhecido samba foi composto em 1952, por Luís Antonio e J. Júnior, dois militares, que compuserem canções para grandes intérpretes como Odete Amaral, Marlene, Emilinha Borba e Elizete Cardoso. Suas músicas geralmente tratavam de mazelas sociais. A letra expressa um sentimento de alegria na desgraça. Para ouvir a música Lata D'água na voz da consagrada cantora Marlene, acesse este site.

A segunda música escolhida é Tomara que Chova, de 1951. Foi composta por Paquito e Romeu Gentil, dois bem-sucedidos compositores e cantores do carnaval carioca e suas músicas geralmente abordavam os dramas da vida nos subúrbios da Cidade Maravilhosa. A música obteve o primeiro lugar num concurso da prefeitura do então Distrito Federal, interpretada por Emilinha Borba (e rival de Marlene), e era cantada especialmente pelos mais pobres. Para ouvir a música Tomara que Chova, clique aqui.

Objetivos para o Aluno
Os alunos deverão prestar atenção ao som da música, entendendo seu ritmo como sendo o samba de carnaval (marchinha), com um estilo bem específico dessa época que consagrou diversas músicas desse tipo no imaginário popular. Depois, aos alunos serão dadas informações sobre os intérpretes originais dessas músicas, pensando sobre o contexto social deles. Refletindo sobre a letra das músicas, os alunos pensarão também no contexto social em que foram produzidas.

Conteúdos Específicos
História das cidades, História ambiental, História cultural.

Anos
6º e 7º (antigas 5ª e 6ª séries do Ensino Fundamental)

Tempo estimado
Uma aula de 50 minutos

Desenvolvimento
Primeiramente, os alunos serão incentivados a pensar sobre as marchinhas de carnaval, uma das espécies mais antigas de música popular brasileira que ainda está presente no imaginário popular. Todos conhecem ao menos as mais repetidas marchinhas como Mamãe eu quero ou Me dá um dinheiro aí. Podem ser pensados os primórdios do carnaval de rua e como esta prática foi mudando ao longo do tempo, averiguando se algum aluno já teve a experiência de participar do carnaval de rua. Antigamente, essas festas eram muito mais ligadas à tradição e às marchinhas características, enquanto que hoje muitas vezes as músicas escutadas não são essas.
De posse da letra impressa, os alunos irão em seguida pensar sobre o que elas querem dizer. Elas retratam o problema da falta de água. Enquanto Lata d'água fala sobre a dura vida de uma mulher que vive na favela e tem que subir o morro todo dia com o pesado recipiente na cabeça, o eu-lírico de Tomara que Chova diz que já está cansado de promessas. De quem seriam essas promessas? Possivelmente, das autoridades, que deveriam solucionar o problema e dar iguais condições a todos de acesso a equipamentos básicos da vida urbana como abastecimento de água, fornecimento de energia elétrica e esgotamento sanitário.
Aqui, pode-se usar também a figura abaixo, uma charge acompanhada de uma reclamação de um cidadão com relação à falta de água que faz referência à música trabalhada.


Os alunos deverão ser levados a refletir sobre como uma música pode retratar a realidade social e servir como fonte histórica.

Atividade 4 - Aula com imagens








Introdução

A proposta desta atividade é trabalhar com os alunos o contato visual com a realidade objetiva do que foi o problema do saneamento em Belo Horizonte. As charges e fotografias abordadas incitam a pensar a respeito de quão sério foi o problema do saneamento básico na cidade, principalmente em relação à falta d’água, mas também em relação à poluição e até à ocorrência de enchentes. As imagens utilizadas foram retiradas do livro Saneamento Básico em Belo Horizonte: Trajetória em 100 anos Os Serviços de Água e Esgoto, editado pelo Centro de Estudos Históricos e Culturais da Fundação João Pinheiro em parceria com o Sistema Estadual de Planejamento.

Objetivos para o Aluno

Charges e textos jornalísticos são bons para demonstrar o contato cotidiano com o problema, além de apresentarem visões críticas da situação. A observação das fotografias ajuda a trazer para o presente a imagem objetiva do passado, tornando o conteúdo mais palpável para os alunos. O trabalho com imagens é sempre bom para despertar o interesse. As imagens serviriam como pretextos para iniciar uma série de discussões em sala de aula.

Conteúdos Específicos

História de Belo Horizonte, História ambiental.

Anos

6º e 7º (antigas 5ª e 6ª séries do Ensino Fundamental)

Tempo estimado

Uma aula de 50 minutos

Desenvolvimento

Primeiramente, serão exibidas as imagens 1 e 2, que são de uma reportagem de 1967 falando sobre a venda de um balde de água por 50 centavos que estava acontecendo no conjunto habitacional IAPI, e uma charge sobre a dificuldade para se conseguir água, respectivamente.

Imagem 1


Imagem 2


Nesse momento, deve-se buscar refletir com os alunos a respeito da extensão do problema do abastecimento de água nesse período, que atingia principalmente as camadas menos favorecidas da população belo-horizontina.

Em seguida, será mostrada a imagem 3, uma charge acompanhada da transcrição de uma conversa telefônica entre um cidadão e um atendente da prefeitura. Nesta conversa, o cidadão reclama sobre o prédio dos Correios, que, segundo ele, estaria sendo construído no bairro Jaraguá sem instalações de esgoto, o que estaria estragando o asfalto da rua. Esta charge é de 1975.


Imagem 3


É interessante para discutir com os alunos a persistência do problema da água e também para pensar sobre os danos que pode causar a má instalação sanitária. Os alunos devem ser incitados a pensar o porquê da falta de esgotos dos correios vir a estragar o asfalto. É o início da reflexão a respeito do esgoto (e do lixo), que sempre tem de ir para algum lugar. Ele não simplesmente desaparece e, quando o local de depósito é inadequado, sucede um problema de espaço e de contaminação.

As imagens 4, 5 e 6 tratam do rio Arrudas especificamente.


Imagem 4



Imagem 5

Imagem 6

A primeira mostra uma enchente ocorrida em 1983. Os alunos podem pensar sobre as diferenças entre a paisagem daquela época e a de hoje. As outras mostram as obras de alargamento e canalização do rio, que serviriam para evitar enchentes, além de esconder a realidade de degradação das águas. Os alunos viriam a pensar sobre a pertinência ou não de se realizar a canalização de um rio, algo que continua acontecendo até hoje, e sobre suas razões e sobre as alternativas à canalização.

A imagem 7 retrata uma manifestação de habitantes do Taquaril em 1989, mostrando aos alunos a persistência do problema mesmo 20 anos após a primeira reportagem. As camadas sociais mais pobres são sempre as mais prejudicadas e as menos atendidas pelas autoridades em suas demandas.


Imagem 7


Atividade 3 - Aula expositiva

Introdução
Esta aula será eminentemente expositiva, para apresentar aos alunos o tema, o vocabulário básico a ele relacionado, uma evolução histórica da situação do saneamento básico em Belo Horizonte e os problemas na área de saneamento. Este projeto de aula foi baseado, principalmente, na monografia "Os rios e a cidade: A questão da água em Belo Horizonte, 1964 – 1973", de Yuri Mesquita. A foto e o gráfico foram retirados do livro Saneamento Básico em Belo Horizonte: Trajetória em 100 anos Os Serviços de Água e Esgoto, editado pelo Centro de Estudos Históricos e Culturais da Fundação João Pinheiro em parceria com o Sistema Estadual de Planejamento.

Objetivos para o aluno
Entender a importância do tema na vida dos cidadãos e entender a falta de saneamento como efeito do crescimento acelerado e da deficiência de planejamento urbano

Conteúdos específicos
História de Belo Horizonte, História Ambiental

Anos
6º e 7º (antigas 5ª e 6ª séries do Ensino Fundamental)
Tempo estimado
Uma aula de 50 minutos.

Desenvolvimento
Comece a aula perguntando se os alunos sabem que, em Belo Horizonte, já correram vários rios e córregos, além do rio Arrudas. Pergunte o que eles acham que aconteceu com esses rios. Explique, em seguida, que eles foram canalizados e diga o que é isso. Conte para eles que a canalização foi feita porque os rios estavam sujos, porque as pessoas jogavam seu lixo neles (não havia um bom serviço de coleta de lixo), transformando-os em esgoto a céu aberto e que os governantes da cidade queriam abrir espaço para novas ruas para os carros passarem, uma vez que o trânsito já constituía um problema.
Porém, esses mesmos rios foram um dos motivos da escolha do local onde a cidade foi construída. Conte um pouco da história da construção de Belo Horizonte, se seus alunos não tiverem estudado isso, retomando a matéria vista, se eles já tiverem estudado. Fale que a comissão construtora julgou que esses rios abasteceriam a cidade, controlariam a umidade do ar e contribuiriam para a manutenção de uma temperatura estável e amena.
Não foi isso, contudo, que ocorreu. Desde a década de 20 já se pôde perceber a falta d'água em Belo Horizonte. Esse problema se agravou muito a partir dos anos 50, com o crescimento acelerado e desordenado da cidade, o que provocou uma grave crise no sistema de saneamento da cidade. (Nesse ponto, cite dados como a população da cidade medida pelo censo: Em 1950, ela era de 352.724 habitantes; em 1960, 693.328; em 1970, 1.255.415, ou seja, a população quase dobrou a cada década) A água dos córregos da cidade, que, então, já era insuficiente, muitas vezes não podia ser usada, por causa da poluição.
O gráfico abaixo mostra a relação entre a capacidade dos sistemas de produção de água de Belo Horizonte e a demanda da população entre 1897 e 1973 (os anos de 1898 e 1899 não foram representados).


Observe que, durante quase toda a sua história, exceto entre 1913 e 1919 e entre 1930 e 1933, Belo Horizonte não teve água suficiente para suprir as necessidades de sua população, especialmente a partir de 1945.
Pergunte para os alunos se eles sabem de onde vem a água que eles bebem. Explique, em seguida, que parte dessa água ainda vem desses córregos (depois de tratada, evidentemente), mas que a maior parte vem do Rio das Velhas.
Mostre num mapa onde fica o Rio das Velhas (suas nascentes ficam no município de Ouro Preto). Conte que o rio é levado até nossas casas por uma tubulação: um sistema de tubos, como os que os alunos já devem ter visto em casa. Eles também já devem ter visto canos na rua e a Copasa fazendo obras nesse sistema. Possivelmente, suas casas já ficaram sem água por causa dessas obras. Essa tubulação é construída de modo a aproveitar ao máximo a força da gravidade, mas, quando isso não é possível, a água é bombeada (explique o que é uma bomba).
Explique para eles que a conta de água que eles pagam não é pela água em si, que é de graça, mas pelo transporte e pelo tratamento da água. Quando não está própria para o consumo, a água é tratada numa Estação de Tratamento de Água (ETA). Mostre para seus alunos um esquema de uma ETA e explique, em linhas gerais, como ela funciona.
Em seguida, ela é levada para um reservatório. Explique o que é um reservatório. Belo Horizonte possui vários reservatórios. Diga qual é o reservatório mais próximo da escola. Se os alunos morarem em lugares distantes da escola, pergunte também por alguns bairros ("Quem mora no São Lucas?") e informe-os do reservatório mais próximo do bairro.
Decidiu-se captar água do rio das Velhas em 1958. Essa seria "a obra do século", que resolveria definitivamente o problema da falta d'água em Belo Horizonte, ou, pelo menos, até quando a cidade alcançasse seis milhões de habitantes (o que se esperava que acontecesse em 2000, mas nunca ocorreu). Acabou virando "a obra de um século". Os trabalhos começaram nesse ano e se prolongaram até 1973. Vários prefeitos, governadores e presidentes se sucederam e diversos motivos foram alegados pelas autoridades para a demora: falta de recursos financeiros, dificuldades técnicas no perfuração do Morro do Taquaril, irresponsabilidade das empresas contratadas, entre outros.
O fato é que, enquanto isso, a problema da falta de água em Belo Horizonte se agravava. Peça para os alunos imaginarem como seria a vida deles sem água. Ou se a água chegasse a suas casas apenas durante duas horas por dia, na madrugada, como era a situação da maioria dos moradores na época (entre os que tinham acesso ao sistema de distribuição). Se possível, mostre fotografias de caminhões-pipa e de mulheres carregando latas d'água, cenas que se tornaram comum na cidade na década de 60, como a imagem abaixo:


Doenças relacionadas à ingestão de água contaminada, como a gastrenterite e verminoses, também se tornaram um grande problema da cidade. Explique para os alunos o que é a gastroenterite, doença que matava principalmente crianças menores de dois anos e que matava quase tanto quanto o câncer e até mais, nos meses de verão. Essa doença foi a principal responsável pela taxa de mortalidade infantil em Belo Horizonte chegar a 10% entre as décadas de 60 e 70. Explique para os alunos que isso quer dizer que 1 em cada 10 crianças nascidas em Belo Horizonte morriam antes de completar um ano.
Um estudo conduzido pela prefeitura nas escolas municipais em 1972 mostrou que 85% dos alunos tinham alguma verminose. Explique para os alunos o que é uma verminose e como se contrai esse tipo de doença. Pergunte se eles já tiveram alguma verminose ou conhecem alguém que teve. Se algum aluno já tiver tido, pergunte se a doença interferiu no seu aprendizado e como.
Para encerrar a aula, explique que, uma vez concluída a obra de adução do rio das Velhas, a água chegou a quem tinha acesso ao sistema de distribuição, mas a periferia da cidade ainda esperaria muitos anos para ter água encanada (e, em alguns casos, não tem até hoje). Dê a eles dados sobre a situação atual do saneamento no Brasil: em 2000, 36,1% dos domicílios brasileiros não tinham acesso a uma rede de abastecimento de água e apenas 52% dos municípios e 33,5% dos domicílios eram atendidos por serviço de coleta de esgoto (Fonte: Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2000, IBGE)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Atividade 6 - Visita à hemeroteca

Observação: Esta deve ser a última atividade do projeto antes da avaliação

Introdução
Hemeroteca é uma coleção de jornais, revistas e periódicos. A Hemeroteca Histórica de Minas Gerais tem no acervo publicações que circularam no Estado desde o século XIX. Até 1958, o acervo está microfilmado. Os jornais posteriores a essa data estão disponíveis para o manuseio. A visita a um arquivo, como a hemeroteca, é importante para propiciar aos alunos um contato com fontes primárias e para que eles entendam melhor o ofício do historiador e o trabalho com a temporalidade. A partir do início de 2009, a Hemeroteca funcionará no prédio da Biblioteca Estadual Luiz de Bessa, na Praça da Liberdade.

Objetivos para o aluno
Entender a importância do tema na vida dos cidadãos, entender a falta de saneamento como efeito do crescimento acelerado e da deficiência de planejamento urbano, levantar hipóteses sobre por que o problema em Belo Horizonte foi mais grave que em outras cidades, perceber as diferenças entre o discurso político e o discurso técnico.

Conteúdos específicos
História de Belo Horizonte, História Ambiental

Anos
6º e 7º (antigas 5ª e 6ª séries do Ensino Fundamental)

Tempo estimado
Duas visitas, de cerca de duas horas cada.

Desenvolvimento
Em aulas anteriores, explique para os alunos o que é uma hemeroteca e o que eles vão pesquisar. Os alunos devem ter sido introduzidos ao tema, aos problemas experimentados pelas cidades nessa área e conhecer um vocabulário básico em relação ao saneamento urbano. O objetivo da primeira visita é apresentar aos alunos a hemeroteca, o que ela guarda, o que ela representa, qual a importância do que está armazenado ali e os cuidados que devem ser tomados para preservar o material. Esta visita será feita com toda a turma, num horário a ser marcado com o pessoal da hemeroteca.
Para a segunda visita, os alunos devem ser divididos em grupos de 4 ou 5, no máximo, e cada grupo terá um horário específico, marcado previamente, para pesquisar um mês de um jornal local. O mês será escolhido entre os anos em que a falta d'água foi mais aguda na cidade (em Belo Horizonte, 1969, 1970 e 1971) e, nesses anos, os meses de verão (quando eram registradas mais mortes por gastroenterite, doença relacionada à ingestão de água contaminada) e de inverno (quando a seca intensificava a escassez hídrica). Os alunos devem procurar notícias, fotos, reportagens, editoriais e cartas relacionadas ao tema.
Elabore um roteiro de pesquisa orientando os alunos a anotar o nome do jornal, o dia, o caderno, a página, o título e o resumo do material encontrado. O material será aproveitado para um trabalho de avaliação final.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Apresentação do trabalho "Saneamento Básico"

Belo Horizonte, ao longo de sua história, enfrentou inúmeros problemas causados pela falta de saneamento. Com o crescimento acelerado que a cidade experimentou nas décadas de 50, 60 e 70, e sem planejamento adequado, a falta d'água tornou-se a maior preocupação dos seus habitantes. Nossa proposta é trabalhar o caso de Belo Horizonte nessas décadas, mas ela pode ser adaptada para outras cidades e outros momentos.
Trabalhando o tema com os alunos, esperamos, através de aulas expositivas e atividades diversas, que eles:
1. entendam como a falta de saneamento afetou e afeta a vida dos cidadãos;
2. entendam a falta de saneamento básico como efeito do crescimento acelerado e da ausência ou deficiência de planejamento urbano;
3. questionem as razões de o planejamento urbano não ter sido eficaz para evitar problemas na área de saneamento em Belo Horizonte;
4. sejam capazes de levantar hipóteses sobre por que o problema em Belo Horizonte foi mais grave que em outras grandes cidades brasileiras;
5. consigam perceber as diferenças entre o discurso político e o discurso técnico, e o uso do discurso técnico para justificar ineficiências políticas.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Objetivo geral do trabalho

Saneamento básico é parte essencial da infra-estrutura urbana. A qualidade dos serviços de abastecimento, distribuição e esgotamento sanitário têm impactos diretos na economia, na saúde e no bem-estar da população. A falta de saneamento é causa de muitas doenças e mortes evitáveis. Para prevenir esse tipo de problema, é fundamental o planejamento urbano.
Ao trabalhar esse tema, temos como objetivo que os alunos compreendam a importância dele para suas vidas e que desenvolvam a capacidade de raciocínio crítico.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Tema do Projeto

Nossa proposta é estudar a maneira como as cidades lidam com o fenômeno do crestimento acelerado e os problemas dele advindos. O projeto tem como foco a questão do saneamento básico e os riscos à saúde pública relacionados às suas deficiências. Foi escolhida como objeto de pesquisa a cidade de Belo Horizonte entre as décadas de [19]40 e [19]80. Temos em vista ressaltar a importância do planejamento urbano para evitar situações dessa natureza. Acreditamos, deste modo, compreender melhor as dificuldades que a cidade enfrenta até hoje nessa área, assim como boa parte das comunidades brasileiras e do mundo.


Grupo: Amanda Franciele, Gustavo Amaral, Jane Darlen, Lidia, Márcia e Manuel.